O clube no MiniMo 2022

O N Club Model Trains fez a sua estreia em exposições de modelismo ferroviário na primeira edição do encontro MiniMo, organizado pelo Museu Nacional Ferroviário.

A exposição decorreu nos dias 3, 4 e 5 de junho de 2022 e contou com a presença de clubes, associações, lojas e outros expositores.

O clube apresentou a sua maqueta com 7 módulos de 4 associados.

Os módulos apresentados, embora funcionais, ainda estão em fase de conclusão da decoração.

Veja o vídeo da nossa primeira apresentação.

MiniMo

Encontro Nacional de Modelismo Ferroviário

Dias 3,4 e 5 de junho de 2022

Museu Nacional Ferroviário, a Câmara Municipal do
Entroncamento
 e a Fermodel apresentam o primeiro Encontro Nacional de Modelismo Ferroviário. Clubes, Associações, Praticantes, Curiosos e Amantes do Modelismo Ferroviário de norte a sul do país, juntam-se durante três dias no mais icónico espaço ferroviário português, numa grande festa de modelismo, com centenas de metros de módulos e de composições. Junte-se a nós!

Dia 3 | Sexta-feira – 10h00 às 18h00

Dia 4 | Sábado – 10h00 às 20h00
Lançamento do Livro “Carruagens da Beira Alta”, de Fernando Pedreira,
APAC- Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro, às 16h00

Dia 5 | Domingo – 10h00 às 18h00

ENTRADA GRATUITA
Modelos e Maquetas
Oficinas
Lançamentos de livros
Composições especiais
Passatempos
Street Food

Ao Longo do Lago, de Eric Didier – 1.3

Desta vez a construção em curso de realização é uma casa contemporânea moderna.

Está baseada num plano que encontrei na Web e que modifiquei um pouco:

https://www.mcalpes.com/modele/gardenia/

Além do plano e das medidas, há algumas vista 3D.

A originalidade desta casa consiste nas grandes aberturas que permitem de colocar alguma decoração no interior, pelo menos nas proximidades destas aberturas.

As fachadas são realizadas em cartão madeira de 1.2mm de espessura. Depois cortar as fachadas às dimensões certas para a nossa escala, vem a abertura das janelas, sempre delicado mas que correu bem!

As várias fachadas, da rés de chão e do primeiro andar são coladas com cola madeira rápida, o asserto das posições sendo feito num papel milimétrico.

A casa está assim composta de três peças: a garagem, o rés-do-chão e o primeiro andar.

As paredes interiores são realizadas da mesma forma, considerando evidentemente apenas as paredes que serão visíveis pelas aberturas na fachada.

A pintura das fachadas foi feita com tinta acrílica tal como algumas das paredes interiores. Segui mais ou menos as cores do projecto da casa, gostei.

Finalmente uma parte que requer muita paciência e tempo, a construção do mobiliário que será visível pelas aberturas: sofá na sala, mesa da cozinha com os elementos integrados da mesma, camas, etc.

Procurei na Web fotos de portas interiores, tapetes, biblioteca (para colocar no fundo da sala), etc. que depois imprimir vou colocar no sítio certo. Será perfeito para compor o interior.

Ainda muito para fazer…

Ao Longo do Lago, de Eric Didier – 1.2

Ao Longo do Lago – Eric Didier

Iniciei a construção de casas de pedras, como se encontram na zona na qual me inspiro para o projecto, que serão encostadas num declive do terreno.

As fachadas são feitas de espuma de borracha de 2 mm de espessura reforçadas com cartão madeira de 1.2 mm de espessura. A espuma de borracha é muito flexível e necessita ser reforçada. No entanto para edifícios pequenos o reforço da estrutura pode ser parcial.

Metodologia

Em primeiro, faço o desenho das fachadas do edifício que quero construir num papel milimétrico, incluindo as portas, janelas, etc. Depois corto as fachadas na espuma de borracha e também o reforço das fachadas no cartão madeira de 1.2 mm. Faço as aberturas das portas e janelas. A partida, usando a espuma de borracha de 2 mm, as paredes têm 2 mm de espessura, ou seja 32 cm a escala de protótipo, valor coerente para casas de pedras antigas. Atenção, a dimensão das aberturas no cartão madeira devem ser maior que a dimensão das mesmas na espuma de borracha, pois tem que se deixar espaço em torno da abertura para colar os quadros das janelas, vidros e cortinas.

A espuma de borracha é fácil marcar/gravar com uma ponta metálica. Tem que se ter cuidado na realização pois é impossível eliminar uma marca que não se quere… é irreversível!

Nas casas que realizo, os quadros das janelas são realizados com pedras grandes e o resto da fachada é de pedra pequena. Leve tempo para gravar, mas o resulta tem um bom visual.

A colagem das fachadas entre elas está feita com cola madeira rápida para o cartão madeira e cola UHU rápida com cianoacrilato para a espuma de borracha. Mas pode também se usar a cola madeira rápida para colar espuma de borracha e cartão madeira.

Os quadros das janelas estão feitos com papel um pouco grosso antes de ser pintados. Os vidros das janelas são realizados usando folhas transparentes. Finalmente as cortinas são simplesmente realizadas com papel crépon. As várias peças são coladas com cola madeira rápida: quadros das janelas, vidros e cortinas.

As portas são feitas de perfis plásticos da Evergreen ou de impressão em papel, o tipo de porta sendo encontrado na internet.

O tecto tem como base o cartão madeira e o efeito das telhas é obtido com textura REDUTEX autocolante.

As fachadas uma vez juntadas são pintadas de cinzento claro sem uniformizar, ou seja é mais ou menos cinzento claro. Depois secagem desta camada de base, é aplicada uma pátina branca, localmente, mais ou menos, sempre com o intuito que as fachadas não devem ficar de cor uniforme, mas apresentar uma variação suave. Depois se aplica mais ou menos localmente um castanho mais ou menos diluindo, secando o pincel entre cada aplicação muito leve, misturando ocasionalmente o castanho com pátina ocre.

Para o escoamento das águas do tecto são utilizados perfis Evergreen meio redondo de 1.5 mm de diâmetro e redondo de 0.75 a 1 mm de diâmetro. Os perfis são pintados depois de dar a forma que se quere em cinzento claro. São colados com cola para perfis plásticos.

A cheminé é construída com perfis Evergreen, 3.2 x 3.2 mm, cortando a base com o angulo certo do declive do tecto. O chapéu é feito com perfis 0.5 x 0.5 mm e um quadrado de 4 x 4 mm de 0.25 mm de espessura.

Casa 1

Esta casa é simples e pequena, o reforço é feito com bandas de cartão madeira apenas. As portas são de impressão em papel.

Casa 2

Esta segunda casa é um pouco mais complexa que a primeira e de maior dimensão. Um reforço das fechadas foi feito com cartão madeira para o edifício principal e a garagem ao lado. A garagem foi adicionada à casa original e esta com uma fachada de betão enquanto as fachadas da casa são de pedras.

A casa tem uma cave com acesso por uma rampa e escadas e a entrada da casa esta por cima com um suave declive do terreno e 3 escadas para aceder ao terraço e porta de entrada.

FELIXBURG – na Era do Vapor – José Manuel Martins – 1.4 – O Telhado

  O telhado dos edifícios é muito importante. Infelizmente, por vezes é negligenciada porque é uma grande superfície uniforme sem grande detalhe. Mas pelo contrario, deve ser-lhe dada uma atenção especial porque na maior parte das vezes é a primeira coisa que o espectador vê e por ser uma grande área, logo, vai causar um grande impacto.

  Um telhado ‘trabalhado’ com weathering e com pormenores á vista vai imediatamente chamar a atenção e ‘levar’ o espectador a procurar outros pormenores no edifício em si e circundantes…

Fig. 31 – Iniciei os trabalhos no telhado construindo, em Evergreen, a parede vertical entre as duas aguas. Os respiradouros são os originais…

Fig. 32 – O telhado tem duas aguas, e comecei pela maior. Adicionei a caleira – recuperada do original e cortado a medida. Os dois perfis de Evergreen central servem para centrar o telhado com a viga de sustentação…

Fig. 33 – De seguida cortei a parte frontal do telhado. O telhado da baia pequena é só uma peça, já que não tem quebra vertical. Um corte basta para realizar a cumeeira …

Fig. 34 – Antes de continuarmos os trabalhos no telhado terminamos a pequena lateral da Cocheira…

Acrescentamos um perfil de Evergreen para servir de apoio ao telhado da baia pequena…

Fig. 35 – Correcções adicionadas em evergreen… com este nível de scratchbuild vai ser sempre necessário uma ou outra correcção ‘aquilo que não planeamos’… nada que envergonhe… J

Fig. 36 – O telhado terminado, já com as caleiras em todas as aguas, e em posição. O telhado vai levar um primário preto antes de continuarmos para a próxima fase…

Fig. 37 – Cobertura do telhado com tiras de lixa600, ideal para o efeito que pretendemos. O primário preto que demos antes evita que as imperfeições sejam visíveis. Inevitavelmente qualquer falha evidenciar-se-ia se mantivéssemos o branco…

Fig. 38 – Entusiasmado com o resultado dos trabalhos para as colunas interiores – noutra secção – decidi fazer os algerozes em perfis de latão. As abraçadeiras são feitas com tiras de folha de estanho…

Fig. 39 –  Gostei do efeito da madeira e também do prazer que dá trabalhar com este nobre material, por isso aproveitei esta oportunidade para inserir mais um elemento em madeira…

Fig. 40 – E o aspecto final agrada-me bastante… e no fim é o que isto pretende ser… um grande projecto composto de pequenos projectos que nos dão prazer a realizar…

O próximo update deve demorar porque envolve muito scratchbild e experimentação…

Próximo update –  1.5 –  As Portas

Resumo

  Felixburg é um Projecto pessoal de um Layout, em Escala N, com sistema Digital DCC, num cenário germânico, na Era do Vapor.

  Faz parte de um Projecto global do Clube “N Club Model Trains” de divulgação do Hobby Modelismo Ferroviário, na Escala N.

Bem Hajam

José Manuel Martins

FELIXBURG – na Era do Vapor – José Manuel Martins – 1.3 – O Interior

Devo dizer que sou um grande adepto da decoração de interiores. Ainda que seja o nosso lado narcisista, pois apenas nós sabemos que está lá.

  Em edifícios de escala N ainda é mais difícil, mas admito que gosto de detalhar o interior e tirar photos… para mais tarde recordar… com prazer. J

  Neste caso, de um grande edifício, com grandes janelas e, se calhar, com as portas sempre abertas, ainda mais se justifica detalhar o interior…

… ou não e é só uma desculpa J

  Não interessa, vai servir para experimentar algumas coisas, recordar algumas técnicas e verificar o ‘enferrujamento’ noutras, por isso, está mais que justificado e…

Fig. 21 – Wash preto para evidenciar os ladrilhos… pela photo vê-se bem a diferença e a importância deste wash…

Fig. 22 – Cortei o plástico todo a volta do caixilho, pois queria que a janela encaixasse na abertura, sem relevo na parede, que será coberta. De seguida colei o acetato a servir de vidro. Uma gota cola no topo do caixilho e outra no fundo e chega, o ‘vidro’ já não se solta. Evitem colocar cola nos caixilhos interiores que aumenta o risco de ‘transbordar’ para o vidro e arruína o efeito

Fig. 23 – Teste exterior para verificar o contraste das cores. Chamo novamente a atenção para o bonito efeito das pedras individualizadas que compõem a parede…

Fig. 24 – Photo da parede exterior completa; janelas, caixilhos e parede. Fiquei bastante satisfeito com o resultado final de tons e materiais…

Fig. 25 – Vista interior das janelas, encaixadas, ao mesmo nível da parede. Assim, sem relevo, a folha de cartão que vai cobrir as paredes interiores poderá ser colada directamente na parede.

Fig. 26 – Usei folhas de cartão da Faller para o recobrimento das paredes interiores. Inicialmente tinha escolhido o código 222568 mas achei muito ‘berrante’ e optei pelo 222559. Atenção ao recorte que é feito no verso do cartão…

Fig. 27 – As paredes interiores recortadas, com excepção das paredes frontais, claro, que estamos a deixar para o fim, quando resolvermos a questão das portas da Cocheira

Fig. 28 – Comecei pela parede maior para ver se gostava deste pedrão e se adequava ao que eu queria. Ficou bem.

Fig. 29 De resto é simplesmente colar os cartões as paredes e tirar photos para ver como ficava… … e para mais tarde recordar, claro. J

Fig. 30 – Mais uma photo… para verificar o efeito… para apreciar o trabalho… para… Whatever, disfrutar

Próximo update –  1.4 –  Telhado e acabamentos

Resumo

  Felixburg é um Projecto pessoal de um Layout, em Escala N, com sistema Digital DCC, num cenário germânico, na Era do Vapor.

  Faz parte de um Projecto global do Clube “N Club Model Trains” de divulgação do Hobby Modelismo Ferroviário, na Escala N.

Bem Hajam

José Manuel Martins

FELIXBURG – na Era do Vapor – José Manuel Martins – 1.2 – A pintura

  Antes de colar a extensão da parede em madeira, no entanto, ainda havia muito trabalho a fazer, nomeadamente pintar as paredes.

  O interior foi pintado de um tom castanho neutro, que serviu de base ao chão que queria em tons de ‘sienna claro’.

  Gosto muito dos tons ocres, resultam bem em todas as superfícies, nomeadamente em Modelismo Ferroviário, e tenciono que seja este o tom da minha maqueta, i.e., o tom base dos três Módulos.

  Assim faz sentido que a Cocheira seja feita com materiais locais – integrando-a assim no ambiente.

Fig. 11 – Chão ladrilhado em tons de terracota ‘sienna claro’. As paredes laterais vão ser tapadas.

Fig. 12 – Pintura da parede exterior. O tom terracota vai dominar mas podemos ‘individualizar’ algumas pedras. Podemos usar um padrão como guia para as cores, aqui um cartão Faller 56940

Fig. 13 – Devemos, nesta primeira fase da pintura, ‘carregar’ nas cores. Depois do drybrush, elas vão ficar mais esbatidas. Pintamos as pedras com cores vivas, para mais tarde sobressaírem…

Fig. 14 – A mesma parede após o drybrush, que serve para uniformizar as cores. Comparando as photos é possível ver que apesar das pedras integrarem uma parede (uniformização) algumas pedras sobressaem (individualidade)…

Fig. 15 – Depois de muito bem lixadas – no interior – para retirar a cola, primamos os caixilhos exteriores com uma cor neutra – neste caso um cinzento claro – mas suficientemente diferente da parede, para potenciar o contraste.

Fig. 16 – Usamos o mesmo método da parede e individualizamos as pedras, mas aqui com tons mais esbatidos, por isso usamos washes em dois ou três tons de sépia.

Fig. 17 – O drybrush dos caixilhos exteriores foi demasiado e apagou as pedras. A corrigir mais tarde. Mas o contraste funcionou…

Fig. 18 – Um plano mais aproximado – para experimentar o caixilho interior da janela – permite-nos ver bem a individualização das pedras na parede. De qualquer modo o conjunto parece resultar…

Fig. 19 – Satisfeito com os resultados dos testes aos caixilhos, colei a extensão da parede em madeira. Ficou bonita!!!

Fig. 20 – A parede oposta, também com a extensão em madeira. No interior, os suportes interiores do telhado já foram colados no lugar.

Próximo update –  1.3 –  O Interior

Resumo

  Felixburg é um Projecto pessoal de um Layout, em Escala N, com sistema Digital DCC, num cenário germânico, na Era do Vapor.

  Faz parte de um Projecto global do Clube “N Club Model Trains” de divulgação do Hobby Modelismo Ferroviário, na Escala N.

Bem Hajam

José Manuel Martins

FELIXBURG – na Era do Vapor – José Manuel Martins – 1.1 – A Infraestrutura

LOCALIZAÇÃO

  Felixburg é uma localidade, fictícia, na Alemanha, algures na antiga fronteira entre o Reino da Baviera e a Prússia. A ação situa-se algures no tempo, entre 1925 e 1938, na Era do Vapor,  durante  a chamada  Época II.

PROJECTO

  O Projecto é constituído por três Módulos  de dimensões standard, 40x80cm, com vias Peco Code 55,  sistema Digital DCC, de  acordo com as Normas do Clube-N. http://nclubmodeltrains.pt/normas-n-club-model-trains/

  Os  Módulos foram pensados  para terem uma centerpiece  cada um, para os ‘personalizar’,  a saber, “A Rotunda”, “A Estação” e  “A Industria”

Modulo I – “A Rotunda”

  Antes de iniciar a Rotunda, a curiosidade de saber como sairia a Cocheira, um projecto de scratchbuild de um Edificio feito ‘á medida’ era muita e, por isso… é por aqui que começo a elaboração do Cenário do projecto Felixburg – na Era do Vapor

  Com o espaço limitado que tenho no Modulo I, em que a centerpiece é a Rotunda, a existência de uma Cocheira – de qualquer tipo – nunca foi grande preocupação. Recentemente, a possibilidade de realizar um projecto de scratchbuild e a leitura de um artigo – que infelizmente não consigo encontrar –  levou-me a equacionar a inclusão de uma Cocheira redonda.

  E este e o documento do meu WiP, que não se destina a modelistas experientes, mas apenas a dar conta do meu progresso e do meu modo de fazer as coisas…

  Espero que gostem e que vos ajude a decidir começar um projecto identico ou a ultrapassar alguma dificuldade que tenham.

  Disfrutem

Fig. 1 –  O plano de vias com o design da localização das Cocheiras no seu lugar

Modulo I.1- As Cocheiras

 1.1 –  A Infraestrutura

  A primeira decisão era saber se o projecto começava de raiz ou usava um modelo comercial como base. As cocheiras seriam redondas, isso era claro, mas os modelos comerciais tinham duas desvantagens – eram grandes demais para o espaço disponível e muito ‘vistos’

   Numa das várias viagens a ebay, deparei-me com um leilão de duas Cocheiras, já montadas, e decidi que seria o que iria usar como base para fazer o meu projecto.

Fig. 2 –  Cocheira dupla – modelo Faller  222116

    É um modelo muito bonito, adequado a Epoca escolhida e que, com algum trabalho e jeito, se enquadrará naquilo que eu quero.

  É aconselhável que façamos um draft do que queremos, mas para termos uma Cocheira redonda é fundamental que tenhamos três noções prévias

– o tamanho da Rotunda – e os ângulos que ela permite

– a largura das portas da Cocheira

– a distância que vai da Cocheira a Rotunda

  É muito importante termos estas noções prévias, pois todos teríamos a tentação de começarmos logo pelo edifício e depois seria um terror para tentarmos que as vias ligassem á Rotunda ou o espaço entre a Cocheira e a Rotunda era demasiado pequeno e falhava os ângulos, etc…

  O desenho do edificio propriamente dito é irrelevante, podendo assumir a forma que quisermos, por isso, depois de saber as três medidas básicas, desenhei uma Cocheira que coubesse no Modulo I.

  As medidas que necessitava incluíam as três distâncias em conjunto, por isso optei por desenhar o draft em conjunto para poder decidir onde colocar a Cocheira.

  Fig. 3 –  Draft, em evergreen, dos planos para a Cocheira redonda;
– a meia circunferência representa a Rotunda
– a secção seguinte é a distancia entre a Cocheira e a Rotunda
– a Cocheira, com três secções, duas ‘longas’ e uma curta

  O passo seguinte era ‘recuperar’ as peças da cocheira, já montada, com especial empenho nas paredes, e nas portas – que não sei se vou usar – e nas janelas. O telhado era irrelevante, pois o telhado de uma cocheira redonda teria que ser todo scratchbuild.

Fig. 4 –  A recuperação das janelas – só interessa o caixilho da janela, já que os vidros de plástico transparente  serão substituídos por acetato, mais fino

  Os passos seguintes são auto-explicativos, por isso colocarei apenas as photos com uma descrição.

Fig. 5  –  ‘Elevar’ as paredes da estrutura, com os gaps a serem preenchidos com um betume conhecido no meio como ‘green stuff’.

Fig. 6 –  Toda a estrutura de base foi feita em Evergreen, placas e perfis quadrados ou retangulares. O chão da cocheira foi feito com placas de Evergreen, padrão ladrilho (tile)

  Uma Cocheira redonda tem as paredes laterias muito características, que tinha que construir.

Fig. 7 –  Construi uns ‘gabarit’ para testar o aspecto a acertar as estruturas de suporte interior com as paredes…

    Neste momento, o meu colega Antonio enviou-me uma photo do trabalho dele, em madeira, e eu decidi que completar a parede em madeira ficaria bem… 

Fig. 8 – Escolhi dois tons de madeira e cortei os perfis em bisel. Colando-os alternadamente, deve dar um efeito final agradável a vista…

Fig. 9 – Resultou e fiquei satisfeito com o resultado. Do lado oposto, a parede foi elevada segundo o mesmo método, claro

  Os ‘gabarit’ interiores serviram para construir os apoios internos do telhado.

  Tenciono colocar um suporte ao centro, debaixo da viga central mas ainda não sei se usarei o mesmo método ou construirei um suporte redondo mais elaborado…

Fig. 10 – Suportes internos elaborados com perfis de Evergreen, de secção quadrada.

  Antes de colar a extensão da parede em madeira, no entanto, ainda havia muito trabalho a fazer, nomeadamente pintar as paredes.

Mas isso será num próximo update –  1.2 –  A Pintura

Resumo

  Felixburg é um Projecto pessoal de um Layout, em Escala N, com sistema Digital DCC, num cenário germânico, na Era do Vapor.

  Faz parte de um Projecto global do Clube “N Club Model Trains” de divulgação do Hobby Modelismo Ferroviário, na Escala N.

Bem Hajam

José Manuel Martins

FELIXBURG – na Era do Vapor – José Manuel Martins

OBJECTIVO

  O Objectivo deste Projecto é participar em Exposições de Modelismo Ferroviário de Escala N.

  O Objectivo principal é divulgar o Hobby do Modelismo Ferroviário e mostrar aos participantes a escala N e o que se pode fazer com ela, nomeadamente as suas vantagens e como ultrapassar as suas desvantagens.

  Em alinhamento com o Clube-N, a que pertenço.

http://nclubmodeltrains.pt/

  O Objectivo secundário é, quando os Módulos não estão em Exposição, tê-los em casa, numa exposição pessoal semi-permanente, que me permita continuar a desfrutar do Hobby.

LOCALIZAÇÃO

  Felixburg é uma localidade, fictícia, na Alemanha, algures na antiga fronteira entre o Reino da Baviera e a Prússia. A ação situa-se algures no tempo, entre 1925 e 1938, na Era do Vapor,  durante  a chamada  Época II.

  Com esta localização geográfica e temporal, é-me permitido usar as minhas composições preferidas de Época II (DRG), mas sem causar estranheza a circulação ocasional de material rolante mais antigo, sejam locomotivas ou carruagens. 

CONTEXTO

  Felixburg é uma Estação Terminal, não muito grande, nitidamente de uma linha secundária, mas com alguma importância, com chegadas e partidas de composições de passageiros e mercadorias, mas não industriais. É comum verem-se composições ainda com a pintura das Companhias de Caminhos  de  Ferro originais.

  As mais comuns, pela proximidade geográfica, são da Baviera (K.B.S.B.) e da Prussia (K.P.E.V.) mas também de outras proveniências como Wurttemberg (K.W.St.E.) ou o mais raro Grão-Ducado de Baden (G.B.St.E.)

  Os Expressos famosos na Época II passam por Felixburg, mas ‘de passagem’, na via principal, sem razão para se deterem.

  Os Expressos de luxo, como o “Reingold”, ou o famoso “Orient Express”, mas também menos conhecidos como o “Balkan Zug” – neste caso terei que ‘estender’ o meu espaço temporal, já que este Expresso é do tempo da WWII – ou simplesmente  Intercidades.

PROJECTO

  O Projecto é constituído por três Módulos  de dimensões standard, 40x80cm, com vias Peco Code 55,  sistema Digital DCC, de  acordo com as Normas do Clube-N. http://nclubmodeltrains.pt/normas-n-club-model-trains/

Fig. 1 –  Os módulos sem o ‘tecto’ onde irá ficar a iluminação

  O Projecto terá dois Níveis de cenário, o Nível 0 onde se encontram as Vias Principais e que se estendem pelos três Módulos, e o Nível 1, onde será criado todo o cenário de Felixburg.

Fig. 2 –  A via dupla (vermelho) que percorre os três módulos, 224cm comprimento – a cinzento está a via que fica ‘dentro´ do separador cénico

  Os  Módulos foram pensados  para terem uma centerpiece  cada um, para os ‘personalizar’,  a saber, “A Rotunda”, “A Estação” e  “A Industria”

Modulo I – “A Rotunda”

  O modulo da esquerda – do ponto de vista do espectador – a que, daqui em diante chamaremos  Modulo I contem a Área de Operações, com a Rotunda como centerpiece .

  Queria que a Estação Terminal permitisse operações, não muitas  nem complexas porque o espaço não o permite, mas com alguma visibilidade, daí a opção por uma Rotunda de média dimensão.

  A área vai ter as componentes  usuais da Era do Vapor, como a torre de agua,  os fossos de inspeção, etc. 

  As cocheiras não estavam incluídas no plano original, porque eu uso, essencialmente edifícios comerciais, e não havia nenhum que se encaixasse no espaço disponível. Os edifícios que uso poderão ter algumas pequenas alterações, que poderão personalizá-los mas continuam facilmente reconhecíveis. 

  Durante o planeamento do Projecto, á medida que ultrapassava dificuldades e fazia pequenas alterações ao projecto inicial também surgiam novas opções e comecei a pensar que uma cocheira eventualmente valorizava o Modulo e o Projecto globalmente.

  Vou construir uma cocheira de raiz, mas ainda não decidi se uso um modelo comercial como base ou construo em papel e evergreen, baseado num blueprint ‘original’ que encontre numa revista ou na  Netty…

Fig. 3 –  A decisão de adicionar a Cocheira implicou que esta ficaria sobreposta a  via dupla (vermelho)

Modulo II – “A Estação”

  O modulo central – a que, daqui em diante chamaremos Modulo  II  –  contem a Estação de Felixburg

  A estação é o modelo comercial da Faller “Schwarzburg” – original na Turingia, na Alemanha um modelo caríssimo, lindíssimo e sobejamente conhecido, que está em centenas de maquetas espalhadas pelo mundo…

  O que não me agrada nada, mas tenho razões pessoais para o usar e o modo de ‘dar a volta’ a esta popularidade – recuso-me a alterá-lo, o modelo é lindíssimo –  é… usar o Lado B.

  Todos, ou a maior parte dos modelos de “Schwarzburg” têm o cais virado para o público, que, de resto é o que faz sentido em modelismo ferroviário, mas eu vou contrariar essa tendência e apresentar a fachada principal ao publico.

  Espero com isto, para além de ‘fugir ao convencional de centenas de “Schwarzburg” espalhadas  por ai’, conseguir um par de cenas á entrada para a Estação, que serão um desafio…

  A Estação em si também é um desafio, já que será a “central centerpiece “, mas é um desafio que promete muitas horas de prazer.

  O Módulo II não terá muito mais edifícios, apenas planeei um Armazém de Mercadorias da Pola, uma espécie de ‘dama de companhia’ á Princesa…” Keep it Simple” é a minha filosofia…

  O Modulo II, com as suas várias vias, é um Modulo de ‘exposição’, onde as composições esperam entre as Chegadas e as Partidas.

  O importante no modelismo ferroviário é o comboio, não nos devemos de esquecer disso, e o ambiente serve para enquadrá-lo, não para lhe roubar o protagonismo.

Fig. 4 –  A Estação, e a praça, também deverá  ficar  sobrepostas a  via dupla (vermelho)

Módulo III“A Industria”

  O modulo da direita – a que, daqui em diante chamaremos  Modulo III –  contem a “Indústria”  como centerpiece .

  A ideia é manter a filosofia do “Keep it Simple”, o que, em termos práticos, significava um modelo representativo de uma actividade industrial. Mas o meu gosto pessoal impedia o tradicional e corriqueiro – a mina de carvão, a cimenteira, a serração, etc…

  Uma fábrica estava limitada pelo pouco espaço disponível, pelo que, a conjugação destes dois fatores resultou numa ‘fábrica’ mais modesta resultante da agregação de dois modelos da Vollmer, facilmente reconhecíveis.

  No entanto, o conceito que está na concepção da ‘fábrica’ é mais ambicioso e daí não lhe ter chamado ‘fábrica’ e sim “Indústria”.

  Por outro lado, mantenho a premissa de não haver tráfego ferroviário industrial, por isso…. É um mistério que não vou revelar, por enquanto…

  É importante haver algum suspense na apresentação de um Projecto, e, neste caso, é aqui que reside…

  O Modulo III é a entrada/saída de Felixburg, pelo que não planeei mais nenhum Edifício – de resto a “Industria” já é suficientemente grande para ocupar uma boa parte da área disponível.

Fig. 5 –  A entrada/saída do Nivel 1 respeita as mesmas medidas do Nivel 0

RESUMO

  Felixburg é um Projecto pessoal de um Layout, em Escala N, com sistema Digital DCC, num cenário germânico, na Era do Vapor.

  Faz parte de um Projecto global do Clube “N Club Model Trains” de divulgação do Hobby Modelismo Ferroviário, na Escala N.

Bem Hajam

José Manuel Martins

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