Normas N Club Model Trains

AVISO: As actuais normas estão em processo de actualização e em breve será publicada uma nova versão. Esta revisão é fruto de alguns ajustes realizados durante a construção de algum módulos que estão neste momento a ser construídos pelos associados do Club.

Normas elaboradas por Eric Didier         

 Ultima revisão: 17-02-2019

Pode descarregar a versão para impressão aqui.

1. MAQUETE MODULAR DE TIPO SHOW-CASE

Critérios para a realização da maquete:

– Uma parte visível para o público, decorada, de tipo show-case integrando iluminação;

– Uma parte traseira de resguardo, escondida do público, que permite

+ Estacionar as composições que circulam na maquete;

+ Posicionar e retirar o material fora da zona decorada;

+ Variar as circulações na zona visível pelo público;

– Prever funcionamento Analógico e Digital;

Conceção da maquete: lado visível pelo público composto de show-case e resguardo na parte de trás (CFFC La Maurienne [1])

Lado visível pelo público de tipo show-case (CFFC La Maurienne [1])

Lado traseiro e resguardo (CFFC La Maurienne [1])

2. ALGUMAS DEFINIÇÕES

A noção de esquerda e direita do módulo é definida relativamente ao público.

  • A face do módulo do lado do publico é definida face de frente ou fachada.
  • O lado direito do módulo é o lado direito visto do público, idem para o lado esquerdo.
  • O fundo do módulo corresponde à parte de trás e permite fechar a perspectiva.

O plano de rolamento corresponde a cima dos carris.

A plataforma de vias corresponde ao plano onde são colocadas as vias (via e plataforma).

No âmbito destas normas, entende-se que um módulo pode ser constituído de vários sub-módulos. Assim, as normas de ligação entre módulos se aplicam ao módulo, ou seja às partes esquerda e direita de um módulo ou às partes esquerda e direita de um módulo constituído de sub-módulos. Significa que as normas se aplicam às extremidades esquerda e direita dos módulos, a ligação entre os sub-módulos sendo livre de concepção e ligação.

Algumas definições (adaptado de Norme réseau modulaire échelle N, Les Amis du Rail FTM [2])

Algumas definições relativas à via e plataforma de via (adaptado de [2])

3. A VIA

A via PECO código 55 é recomendada devido a sua grande qualidade. Esta via deve ser utilizada de preferência já que o seu aspecto é relativamente próximo da realidade.

A via PECO código 80 pode também ser utilizada, mas corresponde mais a uma via fortemente armada. No entanto, esta via pode ser preferencialmente utilizada para o resguardo e também utilizada para a ligação mecânica entre os vários módulos, já que a colocação das eclises é mais fácil na via código 80 que na via de código 55.

ViaPECO código 55 e 80

A via Peco código 55 (https://peco-uk.com/collections/2mm-n/55) é uma via flexível com travessas/solipas de madeira ou de betão. O custo, em Portugal, é de 4.90 euros o troço de via flexível de 91.4 cm com solipa de madeira é 5.40 euros com solipa de betão. O carril tem uma altura de 1.4 mm, a altura total da via (caril + travessa) sendo de 3.22 mm. A largura da via, considerando as travessas, é de 16.5 mm

A via Peco Código 80 é também uma via flexível com travessas/solipas de madeira ou de betão. O custo da via com travessas de madeira é de 4.40 euros. O carril tem uma altura de 2.0 mm, a altura total da via (caril + travessa) sendo de 4.22 mm. A largura da via, considerando as travessas, é de 16.5 mm.

Código 55 e 80

Não existe troços de via mas apenas agulhas e via flexível.

Para juntar os troços de via, deve se comprar eclises PECO para código 55 / 80.

A via, pelo menos nas vias principais, é instalada num sola de cortiça de 2mm de espessura ou outro material de 2 mm de espessura para representar a plataforma.

No entanto, nas zonas de manobra a via pode ser directamente colocada na plataforma de vias sem plataforma.

Plataforma de 2mm de altura e via PECO código 55 com 3 mm de altura (adaptado de [2])

Posição das vias nas interfaces dos módulos

O eixo da primeira via é localizado a 78.25 mm da face de frente do módulo.

O entre eixo das duas vias é de 25.5 mm. No entanto, a norma MOROP NEM 112 [3] indica que o entre eixo das vias é de 25 mm e de 28 mm nas estações.

Estas medidas se justificam para conseguir ligação entre as duas vias de módulos adjacentes da maneira mais fácil possível, considerando as características da via Peco código 55 (ver a seguir).

Posição do eixo das duas vias na interface de módulos em relação à frente do módulo (adaptado de [2])

Para facilitar o posicionamento da via nas interfaces entre módulos, não se considera o eixo da via como ponto de referência, sempre difícil de definir, particularmente com uma via de 16.5 mm de largura, mas se considera a posição da primeira via, relativamente à frente do módulo, pela distância entre a frente do módulo e a travessa desta via. Fica assim uma distância entre a frente do módulo de 70 mm para a primeira via (esquema a seguir).

O entre eixo entre as duas vias é definido como sendo de 25.5 mm, o seja uma distancia de 9 mm entre as travessas das duas vias, como indica no esquema a baixo.

Assim, uma vez a primeira via posicionada é fácil colocar a segunda via, respeitando o entre eixo quer em linha direita quer em linha curva.

Posição das duas vias na interface de módulos em relação à frente do módulo (adaptado de [2])

Entre eixo das vias nos módulos

O entre eixo é de 25.5 mm em linha direita e em linha curva, como explicado anteriormente, e 28 mm nas estações, para representar a via normal, conforme as normas do MOROP [3], NEM 112 (embora a norma específica que fora das estações o entre eixo é de 25 mm).

Conforme as normas do MOROP, e mais especificamente a norma NEM 112, com um entre eixo de 25.5 mm, o raio de curvatura mínimo deve ser de 70 cm, considerando carruagens modernas com boggies. Este raio de curvatura é o mínimo autorizado nas linhas principais.

No entanto, nas zonas de mercadorias e de armazéns o raio de curvatura pode ser inferior a 70 cm mas o entre eixo das linhas deve ser adaptado conforme a norma do MOROP NEM 112 para assegurar que não há risco de colisão do material entre linhas.

Raios de curvatura nos módulos

O raio de curvatura mínimo nos módulos é fixado a 70 cm, como indicado anteriormente, e corresponde a um raio real de 112m.

A título de exemplo e de referência, o raio mínimo numa linha de via única diesel é da ordem de 300m (187cm à escala N) embora algumas curvas podem atingir o raio de 250m (156cm à escala N) e excepcionalmente 200m (125cm à escala N) [4].

Utilização conjunta de via código 55 e 80

No caso usar simultaneamente o código 55 no layout e o código 80 na interface entre módulos, a espessura da plataforma na qual a via esta colocada deve ser ajustada, devido à diferença de altura entre a via código 55 e 80.

Uma solução para conservar a plataforma de 2 mm consiste em introduzir um declive suave entre as duas vias.

As agulhas

As agulhas são também da marca Peco.

Na zona de show-case, as agulhas de grande raio serão privilegiadas enquanto não há restrição para a zona de resguardo, embora não convém utilizar agulhas com grande ângulo de desviação para assegurar que todo o material pode circular sem problema.

Automotoras e carruagens de grande comprimento, 17.5 e 16.5 cm respectivamente, têm mais dificuldade a circular em agulha de raio de curvatura apertada de grande ângulo de desvio.

Vias no resguardo

O raio de curvatura pode ser inferior ao critério de 70 cm no resguardo, para ganhar espaço.

No entanto, para assegurar o bom andamento e funcionamento de todo o material, o raio de curvatura mínimo é fixado a 40 cm. Para este raio de curvatura, a norma MOROP NEM 112 indica que o entre eixo entre vias mínimo deve ser de 28 mm.

Assim o entre eixo das vias quer em linha direita quer em linha curva é fixado a 30 mm mínimo no resguardo, assegurando assim que não há risco de colisão entre material de maior comprimento.

A via utilizada é a via PECO Código 80.

Módulo de resguardo

Além do módulo de tipo show-case decorado é necessário realizar um módulo simples para “fechar” o ovale de via da maqueta, tal como indicado no esquema a seguir.

Adição de um módulo na maqueta: parte de frente em formato show-case e parte de resguardo para fechar a oval

O comprimento do resguardo é igual ao comprimento do módulo de frente. As outras dimensões são indicadas na figura seguinte que apresenta uma vista em corte vertical na face de ligação com um outro módulo de resguardo. As furações são de 4 mm de diâmetro. Pode ser utilizado o contraplacado de 10 mm de espessura para a construção. No entanto, pode se utilizar outro material do momento que se respeita as dimensões indicadas para a construção do módulo e a altura da plataforma de via, a 120 cm do chão.

As vias na parte do resguardo são distantes de 30 mm, eixo a eixo, posicionadas numa plataforma de 2 mm de cortiça. A via utilizada é a via PECO código 80 flexível para facilitar a ligação mecânica entre as vias de dois módulos de resguardo utilizando eclises, e o eventual ajustamento da posição da via, tal como é realizado na parte descrita mais à frente no separador cénico. A via na extremidade do módulo fica livre na sua parte inferior para poder colocar facilmente as eclises que vão permitir efectuar a ligação mecânica entre os carris de dois módulos adjacentes.

Dimensões do módulo de resguardo na face de ligação com um outro módulo de resguardo

Via na zona de ligação entre módulos utilizando a via de tipo código 80 flexível: vista em planta e vista lateral

4. OS MÓDULOS

Os módulos são de tipo show-case integrando uma iluminação, tal como os módulos apresentados pelos grupos SCENIC [5] ou FTM [2].

  • A construção de tipo show-case tem a vantagem de, pela sua concepção, apresentar se como uma caixa que delimita a maqueta e o campo de visão.
  • A iluminação é indispensável para destacar os detalhes das maquetas e se torna ainda mais importante na escala N que na escala H0. Ainda mais, nos locais de exposição, a luminosidade torna se insuficiente.

Altura da plataforma de vias

A plataforma de vias é situada a 120cm do solo.

Um sistema de pé ajustável em altura deve ser utilizado para assegurar o nível correto dos módulos e a horizontalidade.

Os pés podem ser de madeira (ripas), com secção de mais ou menos 30 x 40 mm (valores indicativos). Pode-se usar no entanto outro material desde que respeite a altura do módulo, que é ajustável em altura e que assegura a estabilidade do módulo.

Os módulos são estreitos, assim para ganhar estabilidade, pode ser interessante de adicionar uma ripa entre os dois pés do módulo, de preferência na parte baixa dos pés (o que permite ganhar mais estabilidade).

Um sistema de ajustamento da altura dos pés deve ser considerada para compensar as eventuais irregularidades do solo. Há várias opções possíveis para realizar este dispositivo de ajustamento da altura da plataforma de via, como, por exemplo, utilizar uma porca de pregar (M10, com 10 mm de diâmetro interior) fixada na extremidade de um pé de madeira e o parafuso de diâmetro adequado (diam. 10 mm e comprimento de 30 mm)para ser colocado na porca de pregar e que permite realizar o ajustamento da altura nos pés dos módulos.

Módulo com os 4 pés e ripas na parte inferior para aumentar a estabilidade

Dimensão dos módulos

As dimensões mínimas de um módulo são

  • 30 cm de largura
  • 80 cm de comprimento

embora a largura e o comprimento podem ser superior a estas dimensões. Mas o alinhamento dos módulos deve ser respeitado do lado do público. Assim uma variação de largura de módulos se traduz por uma variação da posição do fundo destes módulos.

Configuração de módulos de mesma largura alinhados em frente e no fundo

Configuração de módulos de diferente largura com as frentes dos módulos sempre alinhadas

A altura mínima dos módulos é de 9 cm: 8 cm mais 1 cm da plataforma, conforme o esquema a seguir. A base do módulo pode ser realizada de contraplacado de 10mm ou de outro material. No entanto, a face de ligação entre os módulos deve ser realizada em contraplacado de 10mm de espessura ou pelo menos usando um material resistente.

Altura dos módulos (adaptado de [2])

A largura do módulo deve ser de 30 cm mínimo nas interfaces, No entanto, pode ter uma largura maior, mas sempre conservando a frente do módulo alinhado com os restantes módulos.

Ajuntamento dos módulos

Duas furações de 6 mm de diâmetro são previstas na face esquerda e direita de cada módulo, a 5 cm em baixo da plataforma de via. O primeiro furo é localizado a 8 cm da face de frente. O segundo furo é localizado a 14 cm do primeiro (8 cm da parte de trás para um módulo de 30 cm de largura), etc.. Caso o módulo tenha uma largura superior a 30 cm, outras furações devem ser realizadas conforme o esquema seguinte.

O ajuntamento é realizado por parafuso de 6mm de diâmetro, 30 mm de comprimento, com uma rodela e uma porca borboleta.

Posição das furações para ajuntamento de módulos de 30 cm de largura (adaptado de [2])

Posição das furações para ajuntamento de módulos de 40 cm de largura (adaptado de [2])

É ainda necessário de prever uma abertura na face esquerda e direita de cada módulo para a passagem dos cabos de alimentação entre os módulos. A abertura é de 30 mm de diâmetro localizado conforme indicado na figura seguinte, relativamente à frente do módulo e a plataforma de via.

Posição da abertura de 30 mm de diâmetro para passagem dos cabos de alimentação nas faces esquerda e direita de cada módulo (adaptado de [2])

Ajuntamento das vias

A ligação entre módulos é feita num espaço à extremidade dos módulos previsto para este efeito, o separador cénico. O separador cénico tem duas funções:

– Permitir realizar uma ligação mecânica entre os carris de módulos adjacentes, ou seja ligar os carris com eclise, fora da zona decorada. Não há risco de danificar a decoração da maqueta, e a ligação com eclise só se pode realizar sem balastro nas vias;

– Permitir separar os layouts, os ambientes dos vários módulos, por uma zona oculta.

O separador cénico tem um comprimento de 8 cm. Há um separador cénico à direita e à esquerda de cada módulo. Assim, na ligação de dois módulos, a zona do separador cénico, constituída por dois separadores cénicos, tem 16 cm, o que permite intervir facilmente nesta zona para colocar as eclises entre os carris (para assegurar a ligação mecânica entre módulos e a circulação do material).

Módulo com separadores cénicos à direita e esquerda do módulo para ligação com módulos adjacentes (vista de cima) (adaptado de [2])

DUAS OPÇÕES SÃO PROPOSTAS PARA REALIZAR A LIGAÇÃO DOS CARRIS NO SEPARADOR CÉNICO

Para realizar a ligação entre carris com eclises na zona do separador cénico, é adoptada a técnica utilizada pelo grupo FTM [2].

O objectivo no separador cénico é de conservar uma parte da via flexível livre de mexer o que vai facilitar o ajusto da via para ligar o carril ao carril da via do módulo adjacente.

OPÇÃO 1: Utilização de carris de código 80

– 35 mm de carril é colado na plataforma e o balastro esta colocado

– 45 mm de carril, do lado da ligação com o módulo adjacente, não são colados, só assentados na plataforma. Nos últimos 10 mm, não há plataforma e a via não tem travessas para poder facilmente colocar as eclises.

OPÇÃO 2: Utilização de carris de código 55 no layout e código 80 no separador cénico

Esta opção é um pouco mais complexa que a opção 1 já que é necessário juntar a via código 55 que se encontra no layout decorado e a via código 80 que se encontra no separado cénico.

– A via código 55 e 80 devem ser ligadas no limite do separador cénico. Para tal, tem que se ajustar a altura das vias para conservar o carril horizontal

– A plataforma neste caso deve ter 1 mm a mais que para o caso usar unicamente o código 80, isso para compensar a altura do carril código 80 com 1 mm a mais que o código 55.

– 35 mm de carril é colado na plataforma e o balastro esta colocado

– 45 mm de carril, do lado da ligação com o módulo adjacente, não são colados, só assentados na plataforma. Nos últimos 10 mm, não há plataforma e a via não tem travessas para poder facilmente colocar as eclises.

Instalação da via no separador cénico (adaptado de [2])

Concepção de um módulo

O esquema seguinte apresenta as dimensões típicas de um módulo de 40 cm de largura. O módulo é composto da base (azul), do fundo de 48 cm de altura, o tecto de 45 cm de largura no qual é fixado a venda de 14 cm de altura, o néon será colocado atrás da venda e fixado no tecto.

Outra fonte de iluminação pode ser utilizada.

Com esta configuração a abertura para o módulo é de 40 cm de altura.

Com estas dimensões, a altura total da maqueta é de 174 cm.

Corte transversal de um módulo e dimensões para um módulo de 40 cm de largura

Vista de um módulo coma plataforma de vias (branco), a fachada inferior (azul), a faixa superior (venda) (verde), o fundo (laranja) e os lados(amarelo) com as aberturas para a passagem das linhas

Propostas de construção

– O fundo (laranja) pode ser fixado à base do módulo (azul) com duas ripas de madeira (verde) coladas no suporte do fundo (K-Line 10 mm por exemplo). Tem que se prever duas aberturas na parte superior do fundo para os apoios do tecto do módulo e da fachada superior de frente;

– Os apoios do tecto (amarelo)têm uma forma em L invertido e são fixados na base do módulo (azul). Permitem fixar a fachada superior de frente, a iluminação e um tecto.

Instalação do fundo, fixado na base do módulo

Instalação dos apoios do tecto e da fachada superior de frente

Finalizar o Show-case

Um pano de tecido preto deve ser utilizado na parte de frente da maqueta para tapar os pés dos módulos. O pano deve ter uma largura um pouco maior que a largura do módulo para se sobrepor ao pano do módulo adjacente (prever mais ou menos 1 cm).

O pano é fixado ao módulo utilizando uma banda velcro preta. Uma parte do velcro é cozida ao tecido, a segunda parte do velcro sendo colada no módulo (velcro com fita adesiva).

O tecido deve ter uma altura de 116 cm para se encontrar 1 cm acima do chão e ser colocado a 3 cm em baixo da plataforma de vias (a plataforma de vias se encontra a 120 cm do chão).

Pano de tecido preto para esconder a parte inferior do show-case

Convém também para finalizar o módulo de tratar do fundo. Esta parte é importante já que permite fechar a perspectiva e de focar a atenção do público na maqueta. Para tal, todas as opções são possíveis desde pintar o fundo ou colar uma imagem. Os lados dos módulos devem também ser tratados da mesma forma.

Fundo e as partes laterais do módulo pintados de azul claro

Fundo e as partes laterais do módulo com fotografia

Fundo e as partes laterais do módulo pintados

5. ALIMENTAÇÃO TRAÇÃO

A alimentação tracção é feita via um Feeder, que atravessa cada módulo, e no qual são conectados os fios de alimentação locais da via.

Alimentação tração / Feder

O fio de alimentação tracção, ou Feeder, é de 0.75 mm2 ou1.5mm2.

A ligação do fio de alimentação tracção entre os módulos é feita utilizando uma ficha Ref. 120-5003 (fêmea) e Ref. 120-5009 (macho) (Mauser). A ficha de tipo macho é do lado direito do módulo e a ficha de tipo fêmea é do lado esquerdo.

Fichas para ligação eléctrica dos módulos

Ligação eléctrica entre os módulos com fichas fêmea e macho

Alimentação da via

Para assegurar uma boa continuidade da alimentação na via, indispensável para conseguir um bom funcionamento do material motor, cada troço de via no módulo deve ser alimentado através de um fio eléctrico, soldado na via, e ligado ao fio de alimentação tracção (Feeder). A eclise, embora assegure a ligação mecânica e normalmente a continuidade eléctrica, pode sofrer alguma lacuna na conexão eléctrica.

Norma para duas vias

A base do layout sendo de via dupla, cada via deve ter o seu próprio Feeder, bem identificado, como sendo:

– via exterior (lado publico): Via 1 = Feeder 1

– via interior: Via 2 = Feeder 2

Tem que se respeitar a ligação eléctrica dos carris. Por isso, se adopta a norma seguinte, para as duas vias:

– Carril exterior (lado publico): fio vermelho

– Carril interior: fio preto

Definição da Via 1 / Feeder 1 e da Via 2 / Feeder 2 (adaptado de [2])

Referências

[1] La Maurienne – Une aventure ferroviaire exceptionnelle!, Hors-série Nº57, Loco-revue, 2018.

[2] Norme réseau modulaire échelle N – Les Amis du rail FTM, 2012.

[3] Normes Européennes de Modélisme – MOROP, 2016.

[4] La traverséeduBourbonnaisetdesCévennes, Hors-série novembre 2015, Rail Passion, 2015.

[5] NormeSceNic Module, Version 6, 2017.

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